Começou na Galileia um rumor que já deu várias vezes a volta à terra inteira… Na Galileia dos Pagãos, terra de gente mestiça e com a memória cheia de experiências de opressão e violência, começou a circular a Notícia de que não havia nenhum poder do mundo, de nenhum tipo ou feitio ou tamanho, que fosse superior ao Poder de Deus! E não havia também nenhum poder do mundo, de nenhum tipo, feitio ou tamanho, que se aproximasse ou assemelhasse ao estilo do Poder de Deus…

O rebuliço era antigo por aquelas bandas, uma espécie de Esperança que se tinha tornado espectativa e, muitas vezes, antecipação, o que lhe tinha dado já muitas formas diferentes, entre a fuga para zonas longe do mundo dos homens e dos seus poderes, até à violência armada contra o mundo dos homens e os seus poderes…

Mas ninguém ousava afirmar que Deus já tivesse começado a exercer esse Seu Poder de uma vez para sempre… os reinos de turno eram sempre outros e os poderes de outro tipo… “Deus estava a aguardar”, dizia-se… Deus estava pacientemente à espera que os Homens Lhe dessem o sinal de partida para uma coisa nova, estava Deus também à espera dos Homens, que eles merecessem – pelo menos alguns, pelo menos o Seu Povo Eleito! – que Ele assumisse essa Hora de começar a pôr-às-direitas a estragação que introduzimos na Criação, fazer Justiça a todos os injustiçados da História e, quem sabe, Justificar de alguma maneira as nossas faltas de juízo… Deus viria exercer no meio de nós o Seu Juízo, Salvador de muitas maneiras, certamente, nem todas agradáveis…

“Deus aguarda”, dizia-se, “enquanto nós não aplanámos a terra nem nivelámos os escarpados acessos até à nossa mais concreta humanidade”. Mas houve um destes galileus que superou todas as ousadias e modelos conhecidos e começou a afirmar que Deus já tinha chegado e andava a visitar o Seu Povo, a entrar nas suas casas, para o congregar a Si, convertê-lo ao Seu Plano Libertador e Reinar para sempre. Chamava-se Jesus, era de Nazaré, e não só anunciou que Deus estava presente e que tinha chegado para Começar o Seu Reinado, como se comportava de tal maneira que isso ficava evidente! Viveu espantosamente a autenticidade da sua Notícia, deu-lhe corpo e carne. Sentava-se à mesa com os últimos; vivia a radical liberdade de ser verdadeiro com todos; tocava no mais fundo do sofrimento das pessoas que muitas vezes se sentiam livres, aliviadas e curadas; enfrentava a mesquinhez da Lei para quem um Ser Humano vale menos que uma letra; anunciava uma Esperança maior do que todos os pedaços de céu que o dinheiro promete e mais forte até que a invencível morte…

E muitos fizeram a experiência, com ele, do que ele dizia: “Começou o Reinado de Deus!” Quando Deus Reina, acontecem coisas destas… e outras também, que chegam a levar alguns à mais bárbara violência, à tortura e ao homicídio.

Mas o Reinado de Deus tinha começado! É de Deus agora a Última Palavra! É Seu o máximo Poder! Por isso, Levantou Jesus da morte – há testemunhos que o afirmam vigorosamente – glorificou-o, confirmou a sua missão e certificou cada uma das suas esperanças. Diz-se que “o Sentou à Sua Direita”, partilhou com ele o Reinado, tornou-o Senhor de tudo, entregou-lhe TUDO e encheu-o com a abundância da Sua própria Vitalidade, Força, Poder… o Espírito da Vida, Espírito Santo de Deus…

E a primeira coisa que Jesus, Senhor, fez – não há provas, mas muitos o testemunham! – foi enviar esse Espírito até nós, difundi-lo para nós, soltá-lo… e consta que anda assim, há cerca de 2000 anos, enviado por Jesus, o Poder de Deus por aí à solta no mundo, a realizar o Plano de Deus que nós ficámos a conhecer, em linguagem de carne e osso, na vida desse Jesus, galileu, que começou este rumor…

 

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